I Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática


Semana passada, de 18 a 20 de maio, ocorreu em Campos/RJ, o I Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática, que contou com a participação de vários nomes da Arquivologia Brasileira entre outros.
Muitos historiadores também deram o ar de suas graças, e gostei muito do trabalho apresentado por um mestrando de Oslo (Rodrigo Mourão), em que ele falava sobre seu trabalho com pergaminhos medievais da Noruega. Ele nos contou sobre algo que fiquei chocada: os vikings não usavam aqueles capacetes com chifres :O
Brincadeiras a parte, ele sabia bem do que estava falando.
Também tivemos a Dama da Arquivologia durante os três dias do evento (e eu fui para o Congresso no mesmo ônibus que ela), a Doutora Heloísa Liberalli Bellotto, que muito nos instruiu em sua fala no Congresso.
E o que era Esther Bertoletti? Era a pessoa mais simpática do evento, adorei conhecê-la. Ela foi homenageada no Congresso, mas era de uma humildade incrível.
Papel e marca dágua parecem interessantes para você?
Se respondeu que não, precisa assistir uma palestra do Virginio Mantesso Neto, da USP. Achei interessantíssima!
Os trabalhos só tinham 15 minutos para apresentação, uns conseguiram nesse tempo nos prender, mas infelizmente outros não conseguiram sequer se fazer entender.
Acredito que quem estava no Congresso, pode ter uma noção sobre quem eu me referi.
A organização estava impecável, espero que este evento se repita. Fizemos história para a Arquivologia, e espero que os alunos da UFF participem mais dos eventos extracurriculares pois o nome de nossa universidade está em jogo, o nome do nosso curso está decaindo, espero sinceramente que os alunos do curso de Arquivologia da UFF, comecem a se dedicar mais a essas questões.
Em um breve debate com uma das alunas que estava no Congresso, discordamos quanto à importância de publicar teses x organizar/participar de eventos.
Ela defendia que teríamos que escrever mais e eu defendia que não só de publicações deveríamos viver. Que eu acho importante que se criem mais eventos estudantis voltados para nossa área, que as pessoas que fazem estes eventos acontecerem merecem tanto crédito quanto aqueles que publicam e/ou apresentam teses/trabalhos.
Claro que concordo com ela que deveríamos ter mais participação dos alunos em apresentações, mas discordo quando ela me disse que ninguém se apresenta. Isso é uma inverdade, visto que no principal evento estudantil de Arquivologia sempre temos o “Jovem Arquivista”, que é um concurso (poderia assim dizer?), em que os alunos que previamente foram selecionados, se apresentam para os colegas e para uma comissão avaliadora no ENEARQ (Encontro Nacional de Estudantes de Arquivologia). Essa comissão terá o dever de escolher o “Jovem Arquivista” daquele ano.
Mas a verdade, é que muitos nem sabem que existe esse prêmio, muitos não procuram saber. E a desculpa que esses muitos utilizam é que estudante de arquivo é um estudante trabalhador, um estudante que não tem tempo para buscar esse tipo de informação (irônico, não acha?), um estudante que não pode ir aos eventos por que está sempre estagiando, estudando, como se os outros que vão não fizessem a mesma coisa.
Pra mim não é desculpa!
Vou parando por aqui, com medo de que alguém leia isso, medo?
Não sei, até gostaria que isso acordasse alguém, que realmente alguém concordasse e passasse adiante minha opinião.
Não citei nomes nas críticas, pois atualmente não se pode manter sigilo do que se publica na internet e muitos recebem retaliações. Acho que não estou pronta para isso, já que isso é apenas um diário virtual sem a pretensão de que seja lido.

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